segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sobre a descentralização (parte I)

A descentralização não é uma bandeira que carrega em si mesma alguma levianidade radicalista daquelas que algumas pessoas gostam de denominar utópicas. No contexto atual da UEM a descentralização é uma realidade que leva consigo uma série de necessidades inegáveis ao dia a dia dos estudantes. A situação do xerox, a repressão policial, a Casa do Estudante, são umas dentre as muitas problemáticas que acontecem em várias Universidades do país, e que só serão solucionadas a partir de uma intensa luta dos estudantes.
Mas aqui na UEM nós vemos esses problemas aflorarem em um meio político de dominação estrita de grupos fechados, que seguem diretrizes nacionais, e portanto relativamente diferenciadas da particularidade local. Desse modo esses grupos se revezam no poder do Diretório Central dos Estudantes usando-o como um mecanismo de cumprimento das suas próprias proposições partidárias ou organizacionais, alheios ao que acontece aqui.
A descentralização do Diretório proposta por nós da chapa 1 não vai, como muitos pensam, gerar o caos na política estudantil da UEM. Ela vai, pelo contrário, incentivar uma disputa política muito mais viva, muito mais acirrada. Na medida em que os Centros Acadêmicos serão o foco do poder repartido pelo DCE, ali serão imputadas responsabilidades que incentivarão a importâcia desse orgão frente aos acadêmicos. Essa importância já deflagrará muitas questões que são singulares a cada curso representado no CEEB, levando para lá problemáticas que ruminam a tempos no âmago dos cursos da UEM.
Acreditamos que somente assim germinará um movimento estudantil legítimo na medida em que sua luta será para atender suas próprias necessidades, e não aquelas que provém de um longíncuo congresso partidário. O que resultaria daí seria um gradual processo de produção de um projeto maior de movimento estudantil, que, aí sim, transcenderia os muros limitados da Universidade, para se posicionar como um extrato social unido e forte.

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