"Ao apoiá-lo, com minhas parcas forças, participo deste protesto pequeno-burguês e cheio de contradições e de ambiguidades, mas rico de perspectivas e que nos arranca da apatia em que se alicerça a continuidade do poder conservador."
Florestan Fernandes
Vivemos enquanto universitários em um ambiente pequeno-burguês. Em uma realidade posta em crise radical, se reproduzem e ganham corpo as facetas assumidas pela Ciência na tentativa de sobrevivência e validade em meio ao caos real: fatalistas ou imediatistas de um lado relegando ao segundo plano o que se faz com o seu fundamento, a razão - não são incomuns em nosso ambiente manisfestações "delirantes" de nossos amigos e parceiros de luta (afirmam eles viverem à priori em uma "crise de subjetividade"). É deletério o que se faz com a política. Mais: é degradante se declarar combativo e transformar as intervenções práticas, ou as ações diretas como queiram, em fins psicológicos e ou subjetivos. Mas também é compreensível que em momentos de crise produtiva do capital, a burguesia se ancore nas filosofias iracionalistas ou idealistas, para terem "consicência de classe" assim como vem acontecendo historicamente em momentos contra-revolucionários. Não há causa nem efeito. Não há o possível nem seuquer entendimento do impossível. É compreensível portanto, que se fale em crise da esquerda e lhe atribua papel romântico. É compreensível que a política seja redutível à ética e a estética, e que disto decorra Colóquios, Conferências e palestras extasiadas, ou que tenha validade em seu nome qualquer manisfestação artística e que arranque aplausos na mídia de algum parlamentar bem disposto ao tema. Que se dê tom tranformador às ONGs financiadas pelo setor privado em plena crise estrutural! - De outro tendências fazem o apelo razoável do entedimento e da processualidade dos fatos gestados pelo e no presente. Mas de alguma maneira, no limite, estão articulados positivamente, (se assim entendermos a positividade como prerrogativa da política), em torno de causas minoritárias e oprimidas pela lógica destrutiva do Capital.
A universidade entra nesse quadro sem isenção na sua reprodução pejorativa: através da ascenção de "professores-empreendedores" e da mercantilização do conhecimento ( fato que desprepara tanto intelectualmente quanto moralmente o egresso, a se curvar e agredecer a bela oportunidade de emprego). A livre atuação do capital especulativo nos nossos xerox e cantinas. A finaceirização dos serviços gratuitos. A Contra-reforma universitária em pleno vigor em nosso currículo e em nossa estrutura. Não possuímos assistência estudantil! Moramos em ambientes produzidos em torno da especulação finaceira do nosso espaço de formação. Apesar da estrutura e do preço acessível o restaurante universitário carece de funcionários e de qualidade na alimentação. e o movimento estudantil na UEM se mostra aparelhado nos partidos, sem políticas genuínas, originais, que faça frente a conjuntura política engessada e que almeja dse desdobrar em nosso meio. Assim a política continua "suja"e daí é facil ideduzir como uma chapa que faz da política palhaçada obtém êxito. Ao estudante pequeno-burguês resta o cálculo egoísta, se formar o mais rápido possível, gastando o mínimo possível, caminhando o mínimo possível sem que isto seja publicamente digno de atenção, entorpecido pelo seu olhar adestrado e tão bem aceito de realidade. Ora, caro amigo, sua passividade me afeta politcamente tanto quanto minha atividade tenta fazer por nós dois. Sobre isto li algo interessante hoje, em relação àquela moça chacoateda pelas suas vestimentas "imorais" em uma faculdade de São Bernardo do Campo, trecho que reflete bem o cotidiano acadêmico:
"O que importa é o celular da moda, os tais programas de realcionamento e redes sociais, as heroínas e heróis midiáticos, a possibilidade de adiquirir um novo produto alardeado pela publicidade, etc. Não há muito lugar para o livro, para as idéias libertadoras e para algo fora da individulaidade aguerrida e pasteurizada de cada um. Aliás, cada um é cada um, desde que seja igual ao que está do lado."
Neste sentido tornamo-nos facistóides, pregamos a igualdade na semelhança (tarefa impossível na minha visão), ao dar atenção à moralidade e ao comportamento alheio parecemos tão jovens quanto uma velha senhora maringaense acompanhada de seu tricô e sua fiel semehante em uma banco de praça de bairro em dia de semana!
Acreditamos estar defendendo o interesse do estudante da UEM. Mas para além disto acreditamos que com a abertura objetiva dos processos decisórios, materilizados em curto prazo nas participações dos C.A.s em CEEBs com todas suas obrigações, o estudante faça isto por si próprio, para que ao fazer política, não precisemos nos diferenciar e se defender também dele.
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