segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Esclarecendo algumas mentiras...
domingo, 22 de novembro de 2009
Debates?
É comemorado na mídia de grande escala, seja em sites de grande veiculação ou em matérias televisivas os vinte anos das eleições diretas para presidente da república em 89. A maioria destes utiliza os debates ocorridos, e principalmente, os televisionados como grandes símbolos da abertura democrática pela qual passava o país naquele período. Seja exaltando a função do debate ou elevando- o a qualidade de representação-mor do discurso democrático, colorindo com “festividades” e relatos de quem participou do período, convocando a memória para se lembrar e regozijar do evento.
É sabido por quem quer que se interesse por política, a sujeira, as falácias, os discursos vazios e raivosos, as provocações e a tal famosa manipulação do debate, realizada por uma edição do Jornal Nacional, que sintetizou os conteúdos do embate realizado pelos dois principais candidatos. E como muitos dizem, e nossos olhos parecem querer concordar, houve uma grotesca manipulação, pesquisas encomendadas por institutos ligados a partidos, entonação favorável ao candidato Collor que hoje mesmo admite, “Roberto Marinho fez de tudo para que outros não se elegessem”.
Diante de tal período e munido dessas informações, cabe nos discutir para que serve hoje em dia, ou melhor, no nosso meio, a universidade, o debate entre chapas que disputam as eleições para o DCE. Com qual intuito se estrutura os discursos das chapas que disputam, e o que se pretende alcançar durante as discussões, e o modo com o qual escolhemos expor e ambientar o processo de embate?
É notável(Estou aqui há apenas dois anos, mas creio que, quem acompanha a mais tempo, terá até mesmo mais experiência para corroborar com essa afirmação) que os debates passados deixaram a impressão, em quem participou e de quem assistiu, de um show semelhante aos acontecimentos tão “democráticos” das eleições de 89. Acusações, manipulações e mentiras, discursos em tons nauseadamente sarcásticos ou empelidos de palavras raivosas e alterações extremadas de tom e de comportamento. Onde isso nos leva? O que isso nos mostra?
Ao discutir as finalidades de determinadas emoções e em busca de um método adequado para interpretá-las, Sartre, na obra “Esboço para uma teoria das emoções”, discute em diversas partes do texto, seja acrescentando ou ao comentar alguma obra anterior no campo da Psicologia, a finalidade de emoções, como a “cólera” ou de qualquer manifestação intensa de raiva, ódio, descontentamento. Boa parte delas se apresentariam como uma forma de não agir conforme o esperado. Diante dos mais variados bloqueios emocionais aos quais passam o individuo, diante de tal situação, acaba por ser mais confortável a ele, agir de forma extremada, dormir ante um compromisso importante, gritar quando sinto que estou “perdendo” uma discussão, justamente porque não tem outra coisa a dizer. Nas palavras de Sartre:
“Do mesmo modo, é fácil compreender um acesso de cólera que se apodera de mim, quando não sei mais o que dizer a um sarrista. A cólera, aqui, não tem exatamente o mesmo papel que no exemplo de Dembo*: não pude ser espirituoso, por isso me faço temível e intimidador. Quero causar medo. Ao mesmo tempo, uso de meios derivados (ersätze) para vencer meu adversário: injúrias, ameaças que “valem pelo” dito espirituoso que eu não soube encontrar, e me torno, pela transformação brusca que me imponho, menos exigente quanto à escolha dos meios.”
Teriam se tornado no final das contas, os representantes envolvidos nos debates “Menos exigentes quanto à escolha dos meios”? Ou, as coisas se justapõem e temos pessoas vazias de discursos com os métodos, os mais alardeados? De qualquer maneira, cabe a nós, os estudantes, lutar para uma qualificação das idéias. Exigir que no debate, sejam discutidas, avaliadas, postas em xeque, as propostas e as políticas adotadas por cada chapa, fazer o debate cumprir sua real função, elevar o nosso discurso aos entraves de nossa própria ação e capacidade de analisar e agir na realidade. Esperamos que o estudante possa se reconhecer em nossas propostas e em nossos argumentos, colaborar com eles e que não titubem entre o sarrismo exarcebado e o discurso raivoso que não morde, e nem mobiliza ninguém.
Compareçam ao debate no R.U hoje à noite!
sábado, 21 de novembro de 2009
Os riscos da partidarização do movimento estudantil
Partidos políticos são instrumentos criados para organizar simpatizantes e a partir dele ascender ao poder, e uma vez com o poder fazer de tudo para mantê-lo. Essa é uma definição bem básica sobre partidos políticos, e no entanto diz muito sobre a natureza deles.
Eles são instrumentos criados para conquistar e manter o poder, e não digo o poder local, um partido sempre pensa em âmbito nacional. Para manter-se no poder caso já esteja é essencial manter bases fortes e coesas, as bases estão na sua maior parte (quando falamos da esquerda) nos movimentos sociais, e como o partido precisa seguir a linha mestra, ele não deixará que o movimento pense diferente das diretrizes nacionais.
Para os movimentos sociais, receber apoio de partido político acaba sendo o equivalente a vender a alma ao diabo, ele recebe apoio imediato, o partido diz que lutará pelos direitos do movimento agora, dá verba, mas na hora que o partido de fato precisar, o movimento terá que marchar até contra aquilo que ele defende, sobre o risco de perder verba e poder.
Isso ocorre não só com movimentos de bairros, mas também com o movimento estudantil, caso Lula precise do apoio do PMDB, e o PMDB diz que só dará apoio se ele privatizar as universidades públicas, logo aparecerá a UNE (PT e PC do B), em passeata dizendo que precisamos do ensino privado para que “finalmente todos os brasileiros tenham acesso ao ensino superior”.
Enquanto os movimentos vivem essa simbiose com partidos políticos, eles acabam perdendo muitos direitos, um exemplo disso ocorreu ano passado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), defendendo as companhias que vendem ingressos para shows, peças de teatro, cinema, e eventos esportivos, conseguiu aprovar uma medida que estabelecia uma quota de no máximo 50% dos ingressos destinados à meia entrada.
O argumento dele é de que o ingresso ficaria mais barato, pois as empresas não sofreriam as perdas que sofrem com todos podendo comprar meia entrada. O grosso de quem compra meia entrada é de estudantes, que passariam a consumir menos cultura (menos do que já se consome hoje), por que não poderiam mais comprar os caros ingressos existentes no país.
Quem deveria defender os estudantes, a UNE reclamou um pouco, mas ficou feliz, pois a lei criada pelo senador estabelecia que as meias entradas só poderiam ser adquiridas, mediante carteirinha estudantil, expedida pelo movimento que os representa (UNE).
Para sairmos da esfera federal, e ficarmos na municipal, fato semelhante ocorreu com a famigerada lei seca, que proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nas imediações da UEM durante o vestibular, e que agora foi expandida para o ano inteiro em até 150 metros da UEM.
A primeira lei, foi aprovada quase que por unanimidade pelos vereadores à toque de caixa, ou seja o vestibular ocorreria em 48 horas, e a lei já foi posta em prática, quem deveria organizar um protesto, o DCE da época (gestão Caminhando), estava preocupado em ir para o congresso organizado pela Conlutas em Minas Gerais, e viu e não fez nada, afinal era mais importante construir uma central de movimentos sociais ligadas ao PSTU, do que pensar nos estudantes que ficaram aqui, e acabaram apanhando da policia, ao defender seu direito de fazer festa.
Quanto a vender bebida nas proximidades da Universidade, a outra gestão do DCE (Bonde do Amor), fez pouco em relação para tentar derrubar a lei, e a exemplo de quem eles representam (UNE e UJS) ficou feliz com a lei, já que os estudantes irão depender mais das festas promovidas por eles caso queiram se divertir um pouco e comprar meias entradas com as carteirinhas da UNE.
É preciso dar um basta na partidarização dentro da UEM, sobre o risco de acabarmos defendendo sua privatização, caso seja vontade de algum partido em Brasília. Sei que não é papel do DCE organizar os estudantes, mas é mais fácil para a organização mobiliza-los para as lutas, e isso não tem sido feito, ou quando é feito para que não haja participação estudantil.
Por isso é importante que os estudantes passem a perceber o quão importante é sua participação na luta por uma universidade melhor, e não ficar achando que seu poder acaba quando elege um representante.
João Vicente Nascimento Lins 21/11/2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A defesa de uma universidade de qualidade passa por sua despartidarização
As universidades hoje em dia são tudo, menos aquilo que ela diz ser no nome, ou seja algo universal e que abrange todas as áreas do saber.
O que se vê no dia a dia é o contrário, é um fechamento da comunidade acadêmica, em uma era que a informação está correndo mais livre do que em todo o resto da história, a comunidade acadêmica fecha-se para manter aquilo que ela possui , o saber, e dessa forma manter seu monopólio, para não perder sua força política, assim como seu papel dentro da sociedade capitalista.
Ao mesmo tempo eu que se fecha, a importância de uma universidade como polo irradiador de avanços científicos também cresce, assim fica cada vez mais difícil que o crescimento de uma universidade ocorra lado a lado com sua democratização.
O crescimento da importância das universidades é próximo também do assédio do setor privado sobre ela. No mundo todo ,a universidade pública é a vanguarda da criação de patentes e de estudos científicos, e também mostra-se uma mina de ouro para lucros provenientes de mensalidades.
Assim em um momento tão crítico para o futuro da universidade, o grosso do movimento estudantil prefere preocupar-se em fazer política partidária, organizando-se em pequenas centrais de vontade do partido, enquanto que as questões locais são esquecidas em nome de questões nacionais muito mais amplas, fazendo com que os direitos dos estudantes sejam caçados como que por decreto geral.
É preciso dar um basta nessa cooptação política dos movimentos sociais principalmente os estudantis, pois corre-se o risco dos movimentos perderem suas lutas por necessidades em ambitos nacionais dos partidos, fazendo com que o movimento deixe de existir por negar aquilo que luta.
Para evitar essa confusão e a perda de direitos dos estudantes, além de ampliação dos mesmos, é preciso que todos corram atrás disso, para evitar essa alienação constante e crescente, por isso é preciso descentralizar e deixar os partidos onde eles devem ficar em Brasília.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Razão da Política e a Política sem razão
Florestan Fernandes
Vivemos enquanto universitários em um ambiente pequeno-burguês. Em uma realidade posta em crise radical, se reproduzem e ganham corpo as facetas assumidas pela Ciência na tentativa de sobrevivência e validade em meio ao caos real: fatalistas ou imediatistas de um lado relegando ao segundo plano o que se faz com o seu fundamento, a razão - não são incomuns em nosso ambiente manisfestações "delirantes" de nossos amigos e parceiros de luta (afirmam eles viverem à priori em uma "crise de subjetividade"). É deletério o que se faz com a política. Mais: é degradante se declarar combativo e transformar as intervenções práticas, ou as ações diretas como queiram, em fins psicológicos e ou subjetivos. Mas também é compreensível que em momentos de crise produtiva do capital, a burguesia se ancore nas filosofias iracionalistas ou idealistas, para terem "consicência de classe" assim como vem acontecendo historicamente em momentos contra-revolucionários. Não há causa nem efeito. Não há o possível nem seuquer entendimento do impossível. É compreensível portanto, que se fale em crise da esquerda e lhe atribua papel romântico. É compreensível que a política seja redutível à ética e a estética, e que disto decorra Colóquios, Conferências e palestras extasiadas, ou que tenha validade em seu nome qualquer manisfestação artística e que arranque aplausos na mídia de algum parlamentar bem disposto ao tema. Que se dê tom tranformador às ONGs financiadas pelo setor privado em plena crise estrutural! - De outro tendências fazem o apelo razoável do entedimento e da processualidade dos fatos gestados pelo e no presente. Mas de alguma maneira, no limite, estão articulados positivamente, (se assim entendermos a positividade como prerrogativa da política), em torno de causas minoritárias e oprimidas pela lógica destrutiva do Capital.
A universidade entra nesse quadro sem isenção na sua reprodução pejorativa: através da ascenção de "professores-empreendedores" e da mercantilização do conhecimento ( fato que desprepara tanto intelectualmente quanto moralmente o egresso, a se curvar e agredecer a bela oportunidade de emprego). A livre atuação do capital especulativo nos nossos xerox e cantinas. A finaceirização dos serviços gratuitos. A Contra-reforma universitária em pleno vigor em nosso currículo e em nossa estrutura. Não possuímos assistência estudantil! Moramos em ambientes produzidos em torno da especulação finaceira do nosso espaço de formação. Apesar da estrutura e do preço acessível o restaurante universitário carece de funcionários e de qualidade na alimentação. e o movimento estudantil na UEM se mostra aparelhado nos partidos, sem políticas genuínas, originais, que faça frente a conjuntura política engessada e que almeja dse desdobrar em nosso meio. Assim a política continua "suja"e daí é facil ideduzir como uma chapa que faz da política palhaçada obtém êxito. Ao estudante pequeno-burguês resta o cálculo egoísta, se formar o mais rápido possível, gastando o mínimo possível, caminhando o mínimo possível sem que isto seja publicamente digno de atenção, entorpecido pelo seu olhar adestrado e tão bem aceito de realidade. Ora, caro amigo, sua passividade me afeta politcamente tanto quanto minha atividade tenta fazer por nós dois. Sobre isto li algo interessante hoje, em relação àquela moça chacoateda pelas suas vestimentas "imorais" em uma faculdade de São Bernardo do Campo, trecho que reflete bem o cotidiano acadêmico:
"O que importa é o celular da moda, os tais programas de realcionamento e redes sociais, as heroínas e heróis midiáticos, a possibilidade de adiquirir um novo produto alardeado pela publicidade, etc. Não há muito lugar para o livro, para as idéias libertadoras e para algo fora da individulaidade aguerrida e pasteurizada de cada um. Aliás, cada um é cada um, desde que seja igual ao que está do lado."
Neste sentido tornamo-nos facistóides, pregamos a igualdade na semelhança (tarefa impossível na minha visão), ao dar atenção à moralidade e ao comportamento alheio parecemos tão jovens quanto uma velha senhora maringaense acompanhada de seu tricô e sua fiel semehante em uma banco de praça de bairro em dia de semana!
Acreditamos estar defendendo o interesse do estudante da UEM. Mas para além disto acreditamos que com a abertura objetiva dos processos decisórios, materilizados em curto prazo nas participações dos C.A.s em CEEBs com todas suas obrigações, o estudante faça isto por si próprio, para que ao fazer política, não precisemos nos diferenciar e se defender também dele.
Sobre a descentralização (parte I)
Mas aqui na UEM nós vemos esses problemas aflorarem em um meio político de dominação estrita de grupos fechados, que seguem diretrizes nacionais, e portanto relativamente diferenciadas da particularidade local. Desse modo esses grupos se revezam no poder do Diretório Central dos Estudantes usando-o como um mecanismo de cumprimento das suas próprias proposições partidárias ou organizacionais, alheios ao que acontece aqui.
A descentralização do Diretório proposta por nós da chapa 1 não vai, como muitos pensam, gerar o caos na política estudantil da UEM. Ela vai, pelo contrário, incentivar uma disputa política muito mais viva, muito mais acirrada. Na medida em que os Centros Acadêmicos serão o foco do poder repartido pelo DCE, ali serão imputadas responsabilidades que incentivarão a importâcia desse orgão frente aos acadêmicos. Essa importância já deflagrará muitas questões que são singulares a cada curso representado no CEEB, levando para lá problemáticas que ruminam a tempos no âmago dos cursos da UEM.
Acreditamos que somente assim germinará um movimento estudantil legítimo na medida em que sua luta será para atender suas próprias necessidades, e não aquelas que provém de um longíncuo congresso partidário. O que resultaria daí seria um gradual processo de produção de um projeto maior de movimento estudantil, que, aí sim, transcenderia os muros limitados da Universidade, para se posicionar como um extrato social unido e forte.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Universidade, DCE e eleições.
A universidade pública foi, e é diariamente, uma das maiores conquistas que poderíamos ambicionar no âmbito educacional. Ela é essencial para que se possibilite o acesso à universidade de um número cada vez maior de pessoas. O problema colocado hoje em dia para nós é que a universidade, além de ser pública, necessita de muitas outras atenções políticas que a tornem mais acessível. Questões como bolsas, investimentos estruturais, construção de moradias e etc., são questões que se tornam fundamentais para que os estudantes possam realmente se manter na universidade e estudar da melhor maneira possível.
O problema que se coloca para o movimento estudantil da UEM como um todo é que quando se criam pequenos grupos políticos que procuram agir somente por si próprios, através de uma política elitista, os estudantes em si ficam perdidos e presos na sua própria desorientação. Assim esses grupos usam os estudantes (os quais eles insistem em chamar de “base”), somente para legitimar a sua própria política interesseira, sem nenhuma preocupação com a real situação dos estudantes. A concordância quanto aos problemas que precisam ser solucionados não tira desse movimento de pequenos grupos políticos o caráter elitista que eles abominam nas palavras, mas que tanto louvam na prática.
Acreditamos que o movimento estudantil deve ser feito também de representações nos conselhos da universidade, e de diálogos com a administração. Mas, mais do que isso, acreditamos que o movimento dentro da universidade deve se pautar na horizontalização de todas as bandeiras e de todas as ações. Com isso queremos ressaltar a importância que a força de um movimento pode ter nas negociações burocráticas que ocorrem na UEM, na medida em que pressionam a administração com a legitimidade que só uma grande manifestação popular consegue ter. Essa força que nós aqui reivindicamos tem de ser fruto de uma ampla política de discussão com os estudantes, indo nas salas, fazendo pesquisas, fazendo reuniões de discussão bem divulgadas e essencialmente dialogando com os estudantes.
As últimas três gestões do DCE (Expressão, Caminhando e Bonde do Amor) em nada se diferenciaram quando assumiram o DCE com ares de vanguarda, sem nenhuma tentativa de dialogo com os estudantes. Cada uma fez a política que condizia com a política da organização ou partido ao qual estavam ligados. Defendiam seus próprios interesses com a máquina do DCE, e quando perdiam a eleição que se sucedia, abandonavam o movimento por mais um ano. Nós defendemos que esse aparato importante para a representação estudantil da UEM que é o DCE, deve ser um aparato mais democratizado, que engesse esses grupos políticos que pretendem agir somente em seus próprios interesses. Defendemos também, conseqüentemente, uma intensificação na participação de uma grande maioria dos estudantes no processo político que, ao contrário do que muitos pensam, não se resume á eleição.
Somente desse modo se formaria um movimento estudantil forte, plural e horizontal, que não se prendesse a determinadas organizações, mas que se revelasse cada vez mais abrangente, formando e informando os estudantes, na luta pelas melhores condições da vida universitária.
DESCENTRALIZE
É de longa data e com alta freqüência que os estudantes da UEM sofrem com o preconceito e a repressão de grande parte da população maringaense.
Os estudantes são taxados de “baderneiros e vagabundos”, é rotineira a invasão violenta de “Repúblicas” pela Polícia Militar, sempre tratando os estudantes como bandidos. Já a Câmara dos Vereadores de Maringá aprovou um projeto de lei, encaminhado pela vereadora Marly, que proíbe a venda de bebida alcoólica, próximo às Faculdades e Universidades de Maringá a partir do dia 31/12/2009. E, como se não bastasse, a Associação dos Moradores da Zona 7 apóia e legitima a ação de políticos e policiais contra os estudantes.
É esquecido por estes todo o trabalho desenvolvido pelos estudantes (em conjunto com professores e funcionários) em prol de Maringá. Projetos como: Amostra de profissões, UEM nos bairros, Temporada Universitária, Plano Diretor, entre muitos outros que beneficiam a população como um todo, não são levados em consideração com as criticas são dirigidas aos estudantes.
BASTA AO PRECONCEITO E A REPRESSÃO! Nós estudantes pagamos abusivos alugueis, contas de água, luz, impostos, como todo e qualquer nativo maringaense. Antes de estudantes somos cidadãos, passou de hora de impormos respeito e pôr fim a esses abusos.
É com este intuito que propomos que os estudantes transfiram seu título eleitoral para o município de Maringá, e vamos além, defendemos a obrigatoriedade da transferência do título eleitoral (apenas para aqueles que residirem em Maringá) já na matricula do aluno. Pois este seria um meio de pressionar e conseguir visibilidade para as reivindicações estudantis. Isto seria o início de uma luta pelo respeito e dignidade, para que possamos mudar a imagem que a população tem dos estudantes. Provar para estes que nos rotulam de “baderneiros” que somos peça estratégica e fundamentas para o desenvolvimento de Maringá.
As últimas gestões do DCE nada fizeram para mudar a imagem dos estudantes frente à população maringaense. É obrigação do DCE defender e zelar pelos interesses dos estudantes dentro e fora da faculdade, é por isto que propomos a criação da Associação dos estudantes moradores do Jardim Universitário e da Vila Esperança.
CHAPA DESCENTRALIZE, A NÚMERO 1
DESCENTRALIZE
- Convocar mensalmente o CEEB, de acordo com o Estatuto do DCE da UEM. Nenhuma das últimas gestões do DCE (Expressão, Caminhando e Bonde do Amor) tem respeitado o estatuto (e os estudantes da UEM) e convocado o CEEB mensalmente. O CEEB é uma instância do DCE que está acima da chapa gestora, e em que todos os estudantes tem direito à voz e todos os Centros Acadêmicos direito à voto. As gestões anteriores, permeadas pelos ideais da centralização política, tem se negado à realizar o CEEB todo mês, geralmente escolhendo realizar este apenas no fim de suas gestões ou quando lhes convém. As gestões do DCE, incluindo a atual gestão, tem centralizado em si mesmas quase todo o poder de tomar as decições do DCE e escolher o rumo da políticas desta entidade. Os estudantes e os Centros Acadêmicos não consultados em nenhum momento pelas gestões, que agem como se estivessem acima do CEEB. Esta centralização do DCE nas mãos de um grupo diminuto de estudantes gera a exclusão dos estudantes do movimento estudantil da UEM e a indiferença de boa parte deles em relação ao DCE. Isto se reflete na eleição para o DCE e nos poucos CEEBs que são realizados, em que pouquíssimos estudantes participam. O último CEEB contou com menos Os estudantes não tem como participarem do DCE (diretoria e CEEB) se o espaço para a participação destes não existe. A Chapa Descentralize propõe romper com este paradigma centralizador e que exclui os estudantes ao convocar o CEEB todo mês, de acordo com o Estatuto do DCE, assim todos os estudantes tem direito à voz e todos os Centros Acadêmicos direito à voto. Propomos também que a prestação de contas seja realizada mensalmente no CEEB, assim os estudantes podem escolher, ao longo da gestão, se aprovam ou não a forma como o dinheiro do DCE é gasto, em vez de apenas votar no final da gestão.
- Propomos também a descentralização da gestão do DCE, aproximando esta o máximo possível da autogestão. Os estudantes como um todo, e não apenas os da chapa vencedora, devem ter direito à voto para formar as políticas do DCE. É preciso romper com o paradigma atual, em que as decisões são tomadas por um pequeno grupo de estudantes, geralmente uma diretoria partidária que se considera "iluminada" e acredita que deve liderar os estudantes, que consideram como uma massa ignorante. Os estudantes não são massa de manobra do DCE. Os estudantes como um todo devem ditar o rumo do DCE (que representa à todos os estudantes), em vez de uma pequena diretoria ditar os rumos em nome dos estudantes. Para este fim, é imprescindível que todos os estudantes da UEM possam argumentar e votar livremente na gestão do DCE. Isto inclui todos os estudantes, de todas as vertentes políticas que estão presentes na UEM. Não é do interesse dos estudantes serem excluídos da gestão do DCE. Para que os interesses dos estudantes sejam defendidos de forma honesta no DCE, é preciso que aumentar o máximo possível o número de estudantes que participam da escolha das políticas defendidas pelo DCE. Isto só pode ser feito através da descentralização da gestão, dando à cada estudantes um direito à voto para escolher os rumos do DCE. A democracia deve estar presente o ano inteiro no DCE, não apenas na hora da eleição.